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Como perder profissionais e matar a empresa lentamente

Publicado em: 24/05/2017


Como perder profissionais e matar a empresa lentamente

Você percebeu que desde que começaram a falar em crise as coisas ficaram mais difíceis? Tenho a sensação de que se instalou o modo “salvem-se quem puder” e com isso as pessoas, principalmente no que se refere ao trabalho, passaram a agir de forma mais individualista, com um certo receio até da própria sombra lhe puxar o tapete. Você também notou?

Veja bem, não disse que isso não existia antes, o mercado de trabalho sempre foi muito competitivo, mas vejo que agora essa característica se acentuou e isso pode ser bem ruim.

O ciclo de merda normalmente funciona assim: Uma empresa sente o impacto da crise na sua saúde financeira e resolve reduzir custos. Ela pode até começar cortando gastos com coisas que não são indispensáveis, mas chega uma hora que ela acaba passando a faca no quadro de funcionários e muitas vezes isso de fato é inevitável. No entanto ela reduz a quantidade de pessoas, mas alimentando o objetivo de se manter competitiva, ela distribui as atividades que antes eram feitas por 10 pessoas para que 5 passem a fazer, e isso quando não inventam novos processos e novas outras coisas para serem feitas. Ou seja, é mais demanda para um quadro mais enxuto. Mas o ciclo de merda não acaba aqui.

As pessoas passam a trabalhar muito mais, no começo a empresa pode até dar uma injeção de motivação nos profissionais dizendo que estão fazendo um bom trabalho e que reconhecem o empenho deles, mas conforme a pressão aumenta são poucos os gestores que mantém essa prática e passam a direcionar as pessoas com imposições, despejando nelas todo o medo inconsciente do fracasso da empresa, chegando até a ameaçar com a perda do emprego caso não façam tudo o que é mandado. Com isso criasse um ambiente de trabalho extremamente hostil e coercitivo, implantando a política do “salvem-se quem puder”.

Os profissionais por sua vez tentam dar o sangue para entregar tudo com qualidade, mas diante do novo tratamento que recebem começam a se sentir abusados, não reconhecidos, meros números e tendem até a adoecer. Com isso, obviamente não entregam como antes e as empresas começam a rotular essas pessoas como profissionais que não suportam a pressão e sem resiliência, colocando-os na lista de um próximo corte. Enquanto isso as pessoas passam a procurar outro emprego, mas quando se deparam com as dificuldades do mercado optam por continuar onde estão, suportando tudo, afinal precisam do emprego para pagar as contas.

E no final de tudo o que sobra são profissionais adoecidos pelo estresse, que detestam o trabalho que fazem e a empresa onde trabalham, que fazem somente o que é mandado, já que não sentem mais prazer em ajudar e a criar coisas novas e que na primeira oportunidade que tiverem, com certeza pularão do barco, pois não sentem que fazem parte de uma equipe e não conseguem perceber a importância do seu papel para o funcionamento do todo. Já a empresa, em um cenário otimista, estagna, pois sem pessoas com o processo criativo ativo e motivadas, raramente vai conseguir inovar e quando perceber, restará apenas a alta liderança vestindo a camisa, até que chegará o dia em que morrerá sozinha. Trágico, não é? Infelizmente sim, mas é o ciclo de merda que muitas empresas e profissionais estão inseridos.

E como mudar isso? Se uma empresa perguntar para o seu profissional como ela pode mudar ele certamente terá uma resposta e se o profissional fizer a mesma pergunta para a empresa ele também receberá um retorno. Isso porque nós tendemos a saber sobre as nossas dores e necessidades, mas não é comum saber sobre o do outro.

Em tempos difíceis sobrevivem os mais fortes e a força é adquirida em conjunto. A empresa precisa dos seus talentos tanto quanto eles precisam da empresa, então por quê transformar tudo isso em um martírio sem fim?

Elimine o ciclo de merda e construa um ciclo de prosperidade. Nesse ciclo pode até existir menor quantidade de pessoas fazendo mais atividades, mas se elas se sentirem reconhecidas, saberem que são importantes e que a empresa precisa delas, pois estão todos no mesmo barco, terão mais energia e disposição para trabalhar, para mudar as coisas, para inovar e fazer acontecer. Com isso a empresa poderá continuar crescendo e mantendo-se competitiva no mercado, afinal quem faz os resultados de um jogo são os jogadores, mas é o técnico quem cria as estratégias e mantém o time jogando bem e em conjunto.

Faz sentido para você?

Em qual ciclo você está hoje?

Se estiver no ciclo de prosperidade, parabéns e mantenha-se nele. Mas se estiver no ciclo de merda, pergunte-se: O que você pode fazer para sair dele?

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